Mãos Gélidas
Felipe Magnus Gil
17 de Setembro de 2007.
Em dias frios, nebulosos,
Anacoreta tenta ver o sol;
pena - as janelas do mosteiro
são pequenas, e com o fixar
do olhar, quedam embaçadas.
Descobrindo o amor como
um raiar de sol às paredes
concretas, frias de seu mosteiro,
já se acostumou a ver após
a noite cair, o costumeiro frio.
Doloroso sendo, Anacoreta tenta
trancar-se, quarto sem janela,
no porão de seu mosteiro.
Lá, redescobre memórias
que o tempo frio solidificou.
Acaba por definitivamente morar
ali. Sua vida tornara-se
assistir o derretimento
de todo aquele gelo,
e tentar vivê-lo.
...
Anacoreta de Fevereiro,
quem te entenderás?
Tua única realidade,
motivo de viver,
é distante e pode ter
te esquecido...
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Quinto - 'Mãos Gélidas'
Por
Felipe Gil
às
5:29 PM
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