quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Décimo Quarto - "Amores e Desejos"

Aqueles conceituais, sinto uma certa vergonha de postá-los...ah, tanto faz.

Amores e Desejos
Felipe Magnus Gil
30 de Abril de 2005.

A alegria é, muitas vezes,
conseqüente da ignorância.
Já ouvi muitas vezes, por aí,
que amores precisam ser alegres.
Portanto, precisam ser ignorantes,
alegres, descontrolados, mas capazes.

Outras vezes, amores são resultado
de um sentimento interno muito grande,
simplesmente por estar só.
Quando o amor finalmente então vem,
O mundo é composto de duas pessoas
somente,todo o resto passa a inexistir.
Sofrimento também causa ignorância,
mas gera indiferença também.

E quando não ignora-se mais
O que está a nossa volta -
(geralmente na decepção
de não ser aceito amorosamente),
surge o simplese tão condenado desejo -
O qual é solitário, pode abranger
muito mais do que uma pessoa.
O desejo faz com que todas as pessoas
pareçam como elas são -Assim, algumas se destacam.

Desejos são para pessoas tímidas,
Permitem tudo, imaginativamente.
Desejos contradizem tudo
o que fazemos - (ou deveríamos)
na realidade do dia-a-dia.

Amores são cegos, sim,
por serem ignorantes.
Os amores são criativas desculpas
para desejarmos quem não conhecemos.
Amores se provam ignorantes pois,se julgam eternos -
Mas mal sabem eles
que nada resiste à força do tempo.

A expansividade dos amores
se justifica por não conhecermos
quem estamos amando.
E nem sabemos quando é recíproco!
Rejeitados, todos caem no desejo.
O pecado extremo Católico,
que todos cometem, mesmo amando.

Décimo Terceiro - "Sociedade Hierárquica"

Um dos meus poemas atemporais.

Sociedade Hierárquica
Felipe Magnus Gil
11 de Fevereiro de 2006.

Sem eu, eles vivem.
Comigo, igualmente.

Somos um pequeno grupo,
Vivendo entre os traiçoeiros rochedos
de uma sociedade hierárquica.

Desde Roma, possui o mesmo funcionamento,...
Os melhores em altos cargos,
Os piores, "aos leões"...

Vivemos limitados pelos rochedos alheios
Caminhando contra o vento, com medo
Que pedregulhos caiam sobre nós.

Enquanto os que estão nos rochedos estão cegos pelo Sol,
Estamos sendo guiados a um lugar ignoto
Pela nossa própria escuridão.
...
Nunca cresceremos a ponto de alcançar os rochedos

Nunca os alcançaremos, diante de suas gigantes sombras.
Que pedregulhos caiam sobre nós!

As sombras dos rochedos não nos permitem
alcançar um olhar inocente
dos céus.

Somos um pequeno grupo
Caminhando contra o vento, com medo
da nossa própria escuridão.

Vivemos limitados pelos rochedos alheios
Apesar das sombras dos rochedos não nos permitirem
que pedregulhos caiam sobre nós.

Vivemos limitados pelos rochedos alheios
E nunca cresceremos a ponto de alcançar os rochedos
dos céus.

Vivendo entre os traiçoeiros rochedos
Estamos sendo guiados a um lugar ignoto
de uma sociedade hieráquica.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Décimo Segundo - "Fábrica" (parte 1)

Esse é um dos meus (poucos) poemas atemporais, e que tem um certo tom rebelde...
Estilo distoante do resto do blog, mas ainda sim, é válido postá-lo, ela continua em voga. =D

Fábrica
Felipe Magnus Gil
08 de Agosto de 2005.

Frios humanos,
ocos são os crânios
e através dos anos
dados tiranos
passeiam nestes crânios
como ciganos.

E tudo passa em branco.
Não querem que sejas franco
Apenas querem tua senha do banco
Apenas querem mais uma muleta, como mancos.

Inteligência, comportamento, consciência de plástico,
Realidade voltada para o fantástico
Tudo que assiste, tudo deve ser muito mágico,
São todos iguais, todos fanáticos

E tudo se passa frustrante.
Querem que sejas ignorante
Consumidor fiel, obeso, homem propaganda, bêbado e fumante
Querem que sejas tudo aquilo que se assiste dela diante.

A Deusa da Modernidade.