Merecimento
Felipe Magnus Gil
28 de junho de 2010.
Nada.
Nada é o que mereço.
Pois se merecesse,
a distância não calaria,
a emoção não limitaria,
a palavra não cederia,
a verdade não cortaria.
E nada de surpresas.
Nada. Tudo antigo.
Tudo cíclico.
Silêncio.
De quem deveria ouvir.
O choro em vão,
a palavra em vão,
a verdade em vão,
a vida em vão,
com fins punitivos
a quem merece
nada.
Eu sou o estranho,
eu sou o bizarro,
eu sou o que não sou,
eu não sou o que são.
Silêncio meu.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Vigésimo Quarto - Merecimento
Por
Felipe Gil
às
8:43 PM
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