Uma introdução a este post, é uma música EBM de um trio alemão de genialidade abundante, o Absurd Minds. Trecho da música "The Question":
"Have you not wondered what the world is really like ?
how it would look through happy eyes?
For you it's just a judgement on yourself. - It is not there at all.
It's merciless and were it outside you, you should indeed be fearful.
Outside's just the untruth.
So it was you, who made it merciless.
It is not there at all.
It is not there at all - just a picture of what you think you are,
of how you see yourself, of how you see yourself."
Tradução:
"Não percebeste como o mundo realmente é? ;
Como ele se pareceria através de olhos felizes?
Para você, é somente um julgamento de si mesmo. Nada daquilo existe realmente.
É imperdoável, o que está fora de você - você deveria estar realmente com medo.
No lado de fora, somente há inverdades.
E foi você, que tornou tudo imperdoável.
Nada daquilo existe realmente. (x2)
Somente um retrato daquilo que você pensa que é,
de como você se vê, de como você se vê."
Clique aqui para ouvir a música. Vale a pena.
Os posts deste blog costumam documentar, de forma implícita, acontecimentos próximos da minha vida. O Verbete Promiscuidade me "fez" dispensar uma pessoa que, até pouco tempo atrás, achava que era importante para mim.
Agora, o que fica claro, que sempre aconteceu comigo: Eu vejo um mundo externo que não é o verdadeiro. Ou seja, eu criei a minha concepção de mundo, e ela foi se fechando e se unificando de tal maneira que praticamente não possuo livre-arbítrio dentro das possibilidades que eu mesmo desenhei e desenho diariamente. Quando arrisco algo, meu corpo acusa a ultrapassagem da barreira de "mundos" (o mundo REAL e o mundo criado por mim), geralmente com nervosismo extremo, independente da situação.
Como me desfaço de tudo que eu mesmo criei, baseado nas minhas limitações, na minha timidez, na minha mente doente, velha, cleptomaníaca, exagerada? Quando poderei viver uma vida normal, com as mesmas possibilidades que qualquer um?
E para piorar o quadro, sempre há uma divisão interna em mim mesmo, e um destes "lados" indica-se a favor da manutenção permanente deste mundinho artificial que criei após traumas e aventuras mal sucedidas.
Sempre fui romântico, mas esse mundinho artificial, além de tudo, me fez ficar obcecado por sexo. Ou talvez, pela incomodação causada pela falta de. Eu nunca me conheci assim...!
As obcessões, os milhões de desejos reprimidos incuravelmente, os planos para o futuro que se tornam inúteis e descartáveis...fardo acumulado imensamente.
Já estou achando que "Amor" é uma marca de vinho, whisky, licor, ou qualquer coisa assim.
Será que repetirei o processo auto-carcerário que passei entre 15 de agosto de 2006 e 26 de junho de 2009? A solidão, a reclusão, o ostracismo como bandeiras de vida (por falta de opção)?
Por mais que eu já tenha uma família que me dá tudo (a numerosos trancos e barrancos), que eu viajado para N lugares, que eu fale alemão, e que eu seja um promissor programador...eu não queria ser eu mesmo agora. Triste demais para mim.
"You thread your timid way through constant dangers,
alone and frightened, hoping that death will wait a little longer
before it overtakes you.
Yet fear's insanity, yet fear's insanity.
If you change your perspective you would agree,
cause it was you, who made it frightful. - it is not there at all."
"Você compensa sua maneira tímida com perigos constantes,
sozinho e amedrontado, esperando que a morte vá esperar um pouco mais
antes de tomar conta de você.
E ainda teme a insanidade. (x2)
Se você mudasse sua perspectiva, concordaria
que foi você que fez tudo ser amedrontador - nada daquilo realmente existe."
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Trigésimo - Niilismo Novamente
Por
Felipe Gil
às
1:54 AM
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