Um poema antigo e atemporal.
Invalidez
Felipe Magnus Gil
22 de dezembro de 2007.
A voz se prova,
mais uma vez, inútil.
A exclusão, o isolamento,
algozes quase amigáveis
de tanto conviver comigo.
A voz que grita, racionalmente,
mas é muda - ninguém quer
sequer tentar compreendê-la.
A mudez consequência
torna-se mudez causa,
e vice-versa.
Cordas vocais inúteis -
opiniões, pontos-se-vista,
cada palavra - tudo inútil.
Por que estou ainda aqui,
gastando tinta de minha caneta
em mais uma observação infeliz,
inválida, refutada, a olhos alheios?
Por que ainda estou aqui?
domingo, 24 de outubro de 2010
Trigésimo Primeiro - "Invalidez"
Por
Felipe Gil
às
6:22 PM
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